Classificação dos tipos de trabalhadores
no Brasil :
No
mercado de trabalho durante a passagem do século XIX ao XX no Brasil, havia
quatro tipos de trabalhadores: (1) o liberto,
ou ex-escravo – eram aqueles que tornaram-se livres durante o processo de
abolição, e estavam a procura de outros meios de vida, especialmente nas
cidades. Um outro grupo, (2) os “ingênuos”
- filhos de escravas que se beneficiaram da abolição e que os fazendeiros
queriam mandar para as “Escolas Correcionais”; (3) os indivíduos nacionais livres – os mulatos caboclos
rejeitados pelos fazendeiros e que também rejeitavam o trabalho para os
fazendeiros; e, (4) os trabalhadores imigrantes
ou estrangeiros, que vem em grande proporção para o Brasil a partir da década
de 1870. Entre estes destacam-se os italianos em São Paulo e os
portugueses no Rio de Janeiro, mas há ainda vieram espanhóis, árabes, alemães,
suiços, etc. Mas lembre-se: junto as pessoas vem sua cultura, suas idéias, seus
costumes e que irão influenciar a vida das pessoas e mudar a História do
próprio Brasil.
Os libertos sem liberdade
Durante
todo o período colonial, o escravo era visto como despreparado para tarefas
mais difíceis. Nas fazendas havia sempre trabalhadores livres que faziam
serviços que eram considerados inadequados aos negros. O escravo ficava sob a
vigilância de uma série de funcionários da fazenda que só estavam lá para isso.
Quando
os fazendeiros perceberam que a abolição da escravatura era impossível de ser
evitada, começaram a bolar planos para que os ingênuo se adaptassem ao trabalho
capitalista. A criança liberta era colocada em Escolas “Correcionais”. Nestas, os ingênuos ficariam todo o dia, tinham como
objetivo encarcerar crianças para submetê-las a um processo de adestramento. O
pagamento do “ensino” seria pago desde criança nas lavouras do fazendeiro que
desse a escola.
O
primeiro local a que os fazendeiros vão recorrer com fins de difundir a
“educação para o trabalho” é a Igreja. Alguns fazendeiros sugeriam “que a
Igreja constituísse um corpo de missionários competentes e bem pagos que levasse a “educação Santa do trabalho” e para
sujeitá-los a um regulamento severo
de trabalho. Os fazendeiros acreditavam muito na eficácia da Igreja como
instrumento de controle sobre os ex-escravos, pois durante a época escravista a religião encobria as causas dos acidentes
de trabalho que aconteciam com muita freqüência entre os escravos”.