Total de visualizações de página

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Os tipos de trabalhadores no século 19 e os libertos sem liberdade

Classificação dos tipos de trabalhadores no Brasil :

No mercado de trabalho durante a passagem do século XIX ao XX no Brasil, havia quatro tipos de trabalhadores: (1) o liberto, ou ex-escravo – eram aqueles que tornaram-se livres durante o processo de abolição, e estavam a procura de outros meios de vida, especialmente nas cidades. Um outro grupo, (2) os “ingênuos” - filhos de escravas que se beneficiaram da abolição e que os fazendeiros queriam mandar para as “Escolas Correcionais”; (3) os indivíduos nacionais livres – os mulatos caboclos rejeitados pelos fazendeiros e que também rejeitavam o trabalho para os fazendeiros; e, (4) os trabalhadores imigrantes ou estrangeiros, que vem em grande proporção para o Brasil a partir da década de 1870. Entre estes destacam-se os italianos em São Paulo e os portugueses no Rio de Janeiro, mas há ainda vieram espanhóis, árabes, alemães, suiços, etc. Mas lembre-se: junto as pessoas vem sua cultura, suas idéias, seus costumes e que irão influenciar a vida das pessoas e mudar a História do próprio Brasil.

Os libertos sem liberdade

Durante todo o período colonial, o escravo era visto como despreparado para tarefas mais difíceis. Nas fazendas havia sempre trabalhadores livres que faziam serviços que eram considerados inadequados aos negros. O escravo ficava sob a vigilância de uma série de funcionários da fazenda que só estavam lá para isso.
Quando os fazendeiros perceberam que a abolição da escravatura era impossível de ser evitada, começaram a bolar planos para que os ingênuo se adaptassem ao trabalho capitalista. A criança liberta era colocada em Escolas “Correcionais”. Nestas, os ingênuos ficariam todo o dia, tinham como objetivo encarcerar crianças para submetê-las a um processo de adestramento. O pagamento do “ensino” seria pago desde criança nas lavouras do fazendeiro que desse a escola.

O primeiro local a que os fazendeiros vão recorrer com fins de difundir a “educação para o trabalho” é a Igreja. Alguns fazendeiros sugeriam “que a Igreja constituísse um corpo de missionários competentes e bem pagos que levasse a “educação Santa do trabalho” e para sujeitá-los a um regulamento severo de trabalho. Os fazendeiros acreditavam muito na eficácia da Igreja como instrumento de controle sobre os ex-escravos, pois durante a época escravista a religião encobria as causas dos acidentes de trabalho que aconteciam com muita freqüência entre os escravos”.