Anarquistas:
Querem destruir o capitalismo diretamente com uma revolução social: uma grande greve geral seguida de uma insurreição armada, feita por todos os grupos oprimidos pelo capitalismo: mulheres, loucos, trabalhadores, mendigos, criminosos, prostitutas, etc.
São contra tudo o que possa oprimir o ser humano, tais como Estado (inclusive o socialista), igreja, capital, imprensa burguesa, leis, política parlamentar, polícia, exército, desigualdades sociais, machismo, racismo, etc.
Admitem o uso dos sindicatos como
instrumentos de luta contra o capitalismo, mas não aceitam que este tenham
diretorias fixas por um tempo de cargo, os sindicatos devem ser organizados
pelos próprios trabalhadores, sem haver pessoas pagas para administrá-los.
São contra partidos políticos e
eleições, por isso votam nulo e criticam os comunistas por participarem de
eleições e querem ganhar governos e cargos.
Acreditam nos princípios da liberdade,
igualdade e solidariedade de forma absoluta, por isso são favoráveis ao amor livre, as relações homos afetivas e ao feminismo, também são contra guerras e armas nucleares e procuram
mostrar às pessoas a importância de viver coletivamente e em harmonia com a
natureza.
Agem de acordo com a ação direta (que
resultem em algo concreto, sem ter resultados
práticos) e a desobediência civil (desobedecer as leis que impõe sobre os
trabalhadores a dominação da burguesia, mas sem afetar a liberdade de outras
pessoas).
Socialistas Marxistas ou "Socialistas científicos"
Querem destruir o capitalismo seja por
uma revolução operária ou por meio de eleições, liderados pelos operários e seguido
pelos demais trabalhadores.
São a favor da participação do partido operário ou comunista nas eleições e, por isso procuram mostrar aos trabalhadores que o voto deve ser dado ao partido comunista que deve educar os trabalhadores para a revolução socialista e depois para o comunismo.
Acreditam que o socialismo deve
desenvolver Estado operário (ou Estado socialista), imprensa, leis, política, polícia, exército nas mãos dos
trabalhadores sem que haja desigualdades ou classes sociais.
Criticam a exploração dos trabalhadores, que ocorre de modo disfarçado no capitalismo. É a mais-valia.
Admitem o uso dos sindicatos como
instrumentos de luta contra o capitalismo, mas de forma a trabalhar para o
partido comunista. Os sindicatos devem ter diretorias dos próprios
trabalhadores fixas por um tempo de cargo, pagas para administrá-los.
Acreditam que o capitalismo gera uma perca de consciência dos trabalhadores (alienação), que não percebem sua importância na produção e assim, não percebem o quanto o burguês perderia se parassem de trabalhar (greve).
Acreditam nos princípios da liberdade,
igualdade e solidariedade entre os proletários, por isso são favoráveis a todas as formas de
emancipação das coletividades e procuram usar a natureza para o desenvolvimento
econômico.
Defendem o internacionalismo proletário, isto é, que os "trabalhadores do mundo todo, unam-se" (Manifesto Comunista) contra a exploração do capitalismo, que ocorre independentemente dos trabalhadores serem ingleses, franceses, alemães, norte-americanos etc. (O socialismo do século 19 vai contra o nacionalismo da época).
Acreditam que não deve existir propriedade privada dos "meios de produção" (terras, fábricas, lojas etc.). Tudo isso deve ser administrado pelos trabalhadores e pelo Estado socialista.









